Released on December 23, 2019

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[Verso 1: Jmka]

Tudo parecia tão simples, tão fácil, tão belo e não era

Só queria morar num sítio, uma casa e uma cachoeira

Longe de industria e civis

Nunca quis morar em Paris

Talvez sentisse falta de bares

Mas sentiria novos ares

Mas já que to no mundo, agora eu vou usar

Fazer meu capital, também quero portar

Vrum, sem me importar

Minha luz sem cortar, viajar e voltar

Me largaram no fundo eu quero emergir

Quero ver o topo, eu quero sorrir

Vrum, comprar Lamborghini

Meu boldo do Haiti, comer harumaki

Antes era chibata, agora bato o cartão no débito

O boot da vitrine é caro, eu quero, mas trás mesmo se não for

Pra quem veio do nada, tá fácil a ascensão de um preto que não estudou

De terno e gravata cabelo na régua, igualzinho doutor, ´é


[Refrão: Jmka]

Mas já que to no mundo, agora eu vou usar

Fazer meu capital, também quero portar

Vrum, sem me importar

Minha luz sem cortar, viajar e voltar

Me largaram no fundo eu quero emergir

Quero ver o topo, eu quero sorrir

Vrum, comprar Lamborghini

Meu boldo do Haiti, comer harumaki


[Verso 2: DC Calmob]

No mar de desgraça , juntar capilé

Não sinto amor, só desejo

Almejo a porta aberta

Dos castelos de areia que eu quiser

Seja aqui no JB ou Bel Air, maluco no pedaço de terra

Que é meu, que é da preta, quer treta? Se envolve

Tomando o que é nosso, quer paz então devolve

Garantindo o pão e sem mão no revolver

A quem considere cômico

Pra quem viveu a vida inteira no fundo de um ônibus

Imaginando Range Rover nas ruas de Mônaco

Os amigo vem? Bora po! Ficar de patrão, igual o Dodo

Decidir no Jo Ken Po, qual cassino que vou

Nem que seja três anos só, tenho dispô

Pensei por cinco minutos, ó que virou


[Refrão: DC Calmob]

Mas já que to no mundo, agora eu vou usar

Fazer meu capital, também quero portar

Vrum, sem me importar

Minha luz sem cortar, viajar e voltar

Me largaram no fundo eu quero emergir

Quero ver o topo, eu quero sorrir

Vrum, comprar Lamborghini

Meu boldo do Haiti, comer harumaki


[Verso 3: Sedex]

Te contar uma história

Um conhecido meu estourou a boa

Vem de onde venho, mas não faz o que eu faço

Outro conhecido após encher olho e a napa

Estourou sua bola, miolo no espaço

É que na real, o olho grande move mundo

Tal leitura labial se faz de guia ao surdo

Então estouramos tímpanos, queda livre

Leia a minha linguagem, veja quero o mundo

Eu vejo um prato com salmão em posta

Toalha de seda, uma mesa de aposta

Outro prato com pato ao molho madeira

Pra quem já levou madeira nas costa

Não obstante, já foi o bastante pra quem viu a situação mais que periclitante

Pelanca na brasa, bela anca na cama

Péricles na caixa, troféu na estante


[Refrão: Sedex]

Mas já que to no mundo, agora eu vou usar

Fazer meu capital, também quero portar

Vrum, sem me importar

Minha luz sem cortar, viajar e voltar

Me largaram no fundo eu quero emergir

Quero ver o topo, eu quero sorrir

Vrum, comprar Lamborghini

Meu boldo do Haiti, comer harumaki


[Verso 4: Peagá]

Eu não quero mais dias difíceis

No bolso só notas azuis

Parecemos deuses egípcios

Merecemos lápis-lazuli

Nas praias da Côté d'Azur

Pelas curvas só vroom vroom skrr

Se preto e dinheiro é palavras rivais

Vou mostrar como faz pra esses cu

Criar minha filha em L.A

Quem sabe Hayley ou Beyonce

Se existe limite eu não sei

Meu sonhos me levam tão longe

Que nenhum sofrimento é lei

O que sei sobre Sisulu

Fomos os primeiros reis

Todo ouro é só um déjà vu