Enquanto

By Cálculo

On A Zul

Released on May 15, 2015

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[Verso 1]

O amor é esquisito, mascarado, travestido

Escondido e descoberto, ingrato e atrevido

É a vida e morte, o azar, a sorte

A fé na pontaria do cupido

Faz sentido? Ser traído por um sentimento?

Se afinal tudo que existe tem o seu tempo

Ouvi dizer que é intemporal incondicional

Linguagem universal para atingir o ideal

Nunca vi, ouvi, nunca senti nada

Como é quatro letras podem ser complicadas

Não sinto as borboletas o amor cortou as asas

Ou então estas larvas nunca foram transformadas

Moldo a minha vida toda á tua imagem

Porque acredito na humilde forma da mensagem

Solução de tudo, no meio de tudo serás a cura?

Se me confortas hoje e amanha só me dás loucura (qual é a tua?)


[Refrão]

Enquanto eu cá estiver

Enquanto eu respirar

Nunca te vou lagar

Vou-te deixar viver

Tens que me prometer

Que não me vais matar

Que me vais aquecer

Não quero congelar


[Verso 2]

Está tudo bem ou está tudo mal?

Neste salmo és a cura ou mal, o açúcar e sal

Sabe bem sentir-te, sabe mal sentir-te

Pensando bem, eu já nem sei se sei sentir-te

Se faço isto porque amo então porque é que me odeias

Porque é que me confundes porque é que tu não me encandeias

Dou por mim a dizer coisas feias de mãos a cabeça

Com a única certeza de que não tenho a certeza

Tu és ingrato é um facto, como um pacto com o diabo

Não escolhi ser um pião neste jogo viciado

Não escolhi ter coração para ficar despedaçado

Não te quero, mas preciso de ti, é complicado

(Tu) vens, (tu) vais, nunca deixas recado

Não te quero e quero mais, voltamos ao mesmo estado

De psicose marada sem nada estava melhor

E agora estou sozinho á espera do teu amor


[Refrão]

Enquanto eu cá estiver

Enquanto eu respirar

Nunca te vou lagar

Vou-te deixar viver

Tens que me prometer

Que não me vais matar

Que me vais aquecer

Não quero congelar