Dualidade

By Cálculo

On A Zul

Released on May 5, 2015

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[Verso 1: Cálculo]

Sou apaixonado pela vida pelo seu encanto

Pequenos detalhes pequenos retalhos, tudo faz sentido

Tantos e tão poucos, damos tudo e chamam-nos loucos na causa

De não perder o norte de não por tudo em causa

Ninguém escolhe a envergadura da cruz que carrega

Nem a insanidade a que este castigo nos leva

De ser um fatalista sem fatalidade

Nunca ter deixado morrer a verdade, de braço dado

Com ela morro feliz por ter provado

O doce sabor do amor e seu amargo trago

Este é o fado vitorioso do derrotado

Puro dotado do duro muro que, me mantem afastado

Caso fosse pelo resto nem sei o que seria, o que faria

Vazia culpa pela minha simpatia

E quem diria que ia doer tanto, fazia valer a dor

Conseguir amar o amor em todo o esplendor

A beleza da chama que consome o seu calor

A avareza na alma de quem guarda rancor

Esta dualidade que me mata ao viver

Sem bigamia, fiel, incontornável no ser!


[Refrão]

You can want it, you can want it

You can love, you can love


[Verso 2: Simple]

Sempre te dei tudo, nunca pedi nada

Também sei que escrevi certo numa linha errada

Um conto sem a fada onde afronto num confronto

Sem escudo nem espada

Pronto num ponto de encontro sem hora marcada, mas

Esta dualidade, dá e retira

E o que hoje é verdade, Amanhã já é mentira

Ventos de felicidade, tempestade de ira

Um coração que bate num corpo que não respira

Eu não desisto disto isto é tudo para mim

Existo nisto e nunca viste isto até ao fim

Música na mente, musicalmente

Música não mente, só um músico sente

O endividamento, viver dividido entre

O paraíso dum talento e o inferno dum sustento

Entro, atento ao tempo tento e concentro

O epicentro sismo dentro

Do meu corpo e a minha alma

Viaja pela insanidade sem perder a calma

Cicatrizes na palma avivam-me a memória

Motivam para (a) glória

Porque é facto que dos fracos não reza a história


[Refrão]

You can want it, you can want it

You can love, you can love