Corre do Karma

By Cako

Released on August 16, 2018

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[Intro]

Vem com nois, vem com nois

Cako


[Verso 1]

As máscaras são flácidas

Tô perseguindo o máximo

Esquece as mentes fracas abraçando os laços

Pessoas somem feito mágica

Aparecem como seres pragmáticos

Me explica qual a lógica de sermos sistemáticos?

A fórmula metódica, tá tudo problemático

Dentro da história somos carnes xenofóbicas

No contemporâneo evoluímos pra homofóbicas

Da pane no sistema óptico, ilusão, é lógico

Deixa explicado lá no prólogo, associe ao análogo

Se tiver problema, porra, fala logo (fala, fala)

Mas calma, seu otário, por que tá sendo hipócrita?

Seus erros te perseguem, Cako tá no meio, pode pá

A maldade está em todo lugar

Você aí na Terra, quanto tempo vai ficar? Será que vai aguentar?

O irmão, tô no jogo, manda vim que eu faço uns troco

Pros amigos dou um passe, pra artilheiro a assistência

Cala a boca mente fraca

Não vou deixar invadir minha consciência

Mano sangue bom, agindo só na displicência

Por favor, me dá licença, você não tá na minha crença

Você impede que eu cresça, vou ali tomar uma breja

Se pá leem a Veja

Falsos moralistas não enxergam a clareza

Tô achando que só vivem de beleza, que pena

Eu iria até te apresentar a natureza

Se pá mudaria, mas aí não é certeza

Descarta tudo o que tem na mesa

Mano, sou um mano limpeza, sou filho de Madre Tereza e filho de dona Rosangela

Não passo o pano, só faço minha cena

Ano após ano, querendo vivência

A rua é arte, uma bela ciência

Presumo que Darwin sabia que os livros salvavam e faziam proezas

Faziam proezas


[Ponte]

Na teoria tínhamos que evoluir

Mas saio aí na rua, tudo insinua que vou regredir

Fecho o punho, não seguirei isso aqui

Alma vivida, que é das antiga

Que o Karma não vai conseguir consumir

Não vai consumir (se liga)


[Verso 2]

O olho não enxerga sem a janela aberta

A mente sem corrente, pra sempre seguir na reta

Mas mano, papo reto, com tanta vaidade fazer rap é o que me resta

Com o corpo e a alma

Se pá que hoje no céu até tem festa

Aos grandes mestres a minha palma

E o meu sonho tá crescendo, mas só não meça

Pois nunca para, o que é caro também é raro

Mas claro, não muda a fala, se não destino é ralo

Mas ralo pra ter a ideia consagrada

Entre monos e estéreos a voz será lançada

Meu Deus é Eros, quero o amor para a quebrada

Alguns são servos de um sistema que enquadra

O que não lhe serve use como escada

Não se julgue ao erro, se não a paranoia é plantada

A paranoia é plantada