Cypher Do Cabril

By Cabril

Released on November 18, 2022

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[Letra de "Cypher Do Cabril"]


[Intro]

Yah

Lisboa, Covilhã, Recife, Armário, Cabril

Yah, yah, yah, yah


[Verso 1: Catalão]

Não olho o dia de amanhã, mau rap estraga o fã

Aqui vais às cacetadas de Lisboa à Covilhã

Com ganda moca tipo que lambi uma rã

Meu rap dá-te martelada, acordas na Suíça amanhã

Então, brotha, sente a textura

Cabril prepara a base pois a nossa gente fura

Eu tenho andado numa fase que a caneta arde e cura

Por isso entrego-te uma frase tipo teste em droga pura


[Verso 2: Animal]

Armário é gunshot da Serra

Vêm com ela nove cartuchos, arrebentam logo a festa

Mira certeira, o teu cu raspa na beira

Vida rameira, só se fodе quem ramos queima

Simples е eficaz, tu sabes, formulo o básico

Não sejas mau rapaz, isso não é nada prático

Um gig já satisfaz e bulo como um fanático

Faz-se a bricolage e o salto é acrobático


[Verso 3: Rumo]

O peso já não é relativo, eu fico afundado nisto

Dá-me esse bass fodido e o resto deixa comigo

Tropeça só neste beat

Volta atrás pa' ouvires os bros que nele foram cuspindo

E agora 'tás indeciso, "será um convite ou um pedido?"

Repara é rap rápido

'Tou me a reproduzir pa' ver se dás replay no cypher

Se um dia cantar isto ao vivo, vais me ver ser ágil

Em climas divididos acertar o passo é fácil

(Armário, Armário, isto é rap, mano)


[Verso 4: Rilha]

Dropo no Norte, venho em modo que é nortenho c'o coração na boca

"Foda-se" o caralho, a nação 'tá oca

Trago o sabor sem polpa, sem natação com a touca

Na busca com esta [?] pela barra barroca

Vim e sim, venci o vinho, enchi o copo

Nem assim te convenci a dar o tchin no copo do vizinho

Belo d'um chinfrim que aqui vai, já não há pai p'ó Cabril

Ficou hostil e esses dawgs vão a fugir p'ó canil


[Verso 5: Cevas]

Whisky no chão da sala para o meu pé colar

P'ra te colar ao cypher sai fera peculiar

Da fala particular encaixo o baixo de ser gente

Fuzilar este beat bala, topa a tropa sem sargento

A invadir-te o spot como quem invade a masmorra

C'o break, beat, hip-hop, garanto que vivo, mas morra

O peixe pela boca de qualquer monte de estrume

Que venha a este cume, saber escalar este rumo


[Verso 6: Malibz]

No Cypher do Cabril é porta aberta pa' dar kill

Rappers, tenham calma c'o drill

Olho p'ra eles, parece que 'tão a viver um filme

Johny Malibz, entra e devasta

Preparado p'ó tempo tipo uma boa casta

Há um fim e eu sei que tudo acaba

Brother, eu agradeço por todo o bom bocado

Mas faço como o TILT, acabo o que tinha iniciado, mano


[Verso 7: Mura]

(Se me vires) Só me apanhas num concerto

Boy tipo Cypress Hill, man, quando ando só com verde

Espigo-te tipo drill, sente o beat do Cabril

Da Tuga à Suíça, real recognize real

Sente o peso, sente o kill, I'm a killer, não vacilo

Este cypher é tão heavy que o rap tuga é tão fraquinho

Ayo Vácuo, mata isto enquanto rebento com o barril

“É só mais um copo" quero refill


[Verso 8: Vácuo]

Cypher do Cabril, o Mura disse Cypress Hill

Sempre a mil, sente o estilo, caneta ready to kill

'Tou tão chill q'adormeço, o meu skill não tem preço

Shit is real, boy, sou hostil com tudo o que penso

Let's go, cuspo e mato a dica c'o meu fast flow

Mega low, muitos fazem fila, mas eu quero-os longe

Yes, bro, sujo a track e ficas: "Este é o mete-nojo"

Queres sons? Então paga e grita: "Isto é rap, yo"

Isto é rap, yo, isto é rap, yo

Isto é rap, yo, isto é rap, yo


[Verso 9: Chapz]

Uh, ah, beat é o nosso habitat (Isto é rap, yo)

Fácil, trouxe facas pa' agitar

Sinto que vou regurgitar enquanto eles 'tão a cogitar

Chapz bate mais que vinho com marisco ou caviar

Mete guitarras na puta, ah, vou dedilhar

Sou Hagi no DDA ou Sulli se ouvir bilhar

Isto é rap, yo, mensagem subliminar

Sem o "subli", deixa-me o nariz pa' esfoliar

Quente como o derby da segunda circular

Tenho vinho de reserva, mas só bebo a titular

Pai, mata-me ou 'inda vou viciar

A filha de outro homem se é o cálice a aliciar


[Verso 10: Farrusco]

Fodo o meu dinheiro todo em mulheres e bebida

Tabaco e gasolina, e o resto vai pá' droga

Nunca fiz nada de nada c'a minha vida

Ma' nesta vida quem não nada não se afoga

Queria uma vida limpa, rotina da batota

Safoda, saí de rota e agora dou a volta

Bebo um shot de gin e a minha cota chora

Pa' eu esboçar um sorriso só quando a mucha dobra


[Verso 10: Avan Gra - 90s kid]

Meu irmão tinha grandes pisos, não usava porque 'tavam rotos

Cresci assim, o ouro d'uns é o lixo d'outros

Tenho picas no meu bolso

Todo torto, antes morto que fusco pela farda

Rockstar tipo que vivo na estrada

Queres ser um busto, eu cuspo-te na cara

Não vim de escadas, sujo, refluxo na escarra

Tenho o gig contado, sais sem guito, cuidado

Vê-me ao vivo queimado, mas tenho o ouvido treinado

Meu estilo é B-Real, Big L, '98, '99, 2000, XL

Papel, não é nada se eu tive-lo

Me'mo que me matem vou dizê-lo: "1312"

A bófia é um cartel


[Verso 11: Avangra - Carracha]

Rap p'ó tacho, yo

Rapa o tacho, ya

Qual o movimento não quis ser o show?

Quis ser ouvido e foi

Rapas os colhões também né?

Atitude gera fé

Ninguém é bom empregado sem café

Aviso que há filas de drogados na farmácia

Às vezes até maiores do que no Mac, se quê

Dentro do relógio também há parafusos, né?

Alguém que dê moral à justiça

Abraço ao Cabril da zona p'á Suíça

E a todos os MC's a partir o beat

Que viralize porque eu não sou rico


[Verso 12: Puto P]

Vem no meio da quebrada, sócio

Se for agora, escarro lá logo, a banha da cobra

Até se cora um estado tão porco

É outro nível de status quo

Riste rastos com estala

Transparente, rimo em papel vegetal

P nunca vai ser vogal

Meia Cabrilada


[Verso 13: Renz]

E eu estou diferenciado, focado no legado

Se rap fosse Super Bock eu estava embriagado

Olha-me o estado dum gajo que perde a preguiça

+41, Cabril, veio o beat da Suíça

Vim dar a missa e nem sou da religião

Só se a bíblia for escrita debaixo do alcatrão

A solução é conquistar a evolução

Revolução, aqui os rappers dão solução


[Verso 14: João Pestana]

Os rimas são audíveis, decibéis no teu ouvido

Tou como aquele tipo, "Quando disparo também grito!"

Underground tuga, sem desculpa, nem avisa

Dá lições de sujidade aos vossos filhos, lavrar trilhos

Onde dantes não passavas, na Lisa causo estrilho

Bebo birra, queimo casas e tu vê se te agrada

Vem c'a malta, cambada de selvagens a matar a pauta

Violência, não gostas, mas faz falta


[Outro: João Pestana]

(Ganda props Cabril, caralho)