Released on November 1, 2019

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[Letra de "Digno"]


[Intro]

Dá-me um papel que eu traço

Da me só um mic e o espaço

Todo nó que entrelaço


[Verso 1]

Digno como o Thor cada vez que pego o mic

Eles rimam por patrocínios eu só quero é gritar Nike

Elevar a zona escrita é o meu abono

Flows quentes que atrofiam a camada do ozono

Versos frios que arrepiam como judeus no forno

Farto que a bófia dispare no chão fica o contorno

De um D. Sebastião não esperem o seu retorno

Manos passam a memórias minhas rimas são glórias

Por me fechar em casa em vez da cela em Custóias

Desliguem os holofotes as putas só querem jóias

Deixem para lá o brilho subsolo como expresso

Minhas rimas são dilema tripeiro de gema

Nesta, cidade invicta preconceito social

Devido onde a gente habita sem registo criminal

E quase ninguém se acredita conheces parte do que sou

Com base na minha escrita, por mais que faça rap

Ele não me tira da esquina, não estou a falar de números

Por mais que chova guita, notas nunca faltaram

Apontamentos não compram nada, eu pegava na caneta

Manos no pé de cabra, não querem saber de rimas

À noite quando as crias se tens crias durante dias

Vais despachar as filas senti-las em noites frias

Ardidas inseridas com conjuntos de adidas

Mias aos ouvidos abandonas quando engravidas


[Refrão]

Eu sou digno dá-me um papel que eu traço

Em convívio da me só um mic e o espaço

Alivio todo nó que eu entrelaço

Escrevo nas estrelas como se fosse um signo

Eu sou digno dá-me um papel que eu traço

Em convívio da me só um mic e o espaço

Alivio todo nó que eu entrelaço

Escrevo nas estrelas como se fosse um signo


[Verso 2]

Minha vida é uma novela transformei a numa série

Para poder fazer um filme se ela tiver sequela

Não me pagaram como a Maddie por que sempre fui humilde

Escrevo barras tão reais que me querem ver dentro delas

Não decoro os postais eu ponho o meu selo nelas

E no fundo decorais o brilho que eu trago em mim

Raro como o marfim, intenso como o carmim

Não redijo pós teus ouvidos este disco não toca em baile

Rimas são visuais que cegos sentem o braile

Dá-lhe sem egos sem medos não deves não temes

Gregos viram troianos que esperam que não eleves

A fasquia sem franquia paga a um promotor

Aqui é locomotiva língua a todo vapor

Dei-lhe com alma não a alma todo acesso ó lar

Todo o amor na entrega ela o processo anelar

Sonho com os pés na lua taggo ao lado do Fuse

Universo expandiu-se violo o mundo silábico

És estrábico não artista sem dois

Pontos de vista sou Camões alquimista sem travões

Fiz me à pista emoções, tensões em cada conquista


[Refrão]

Eu sou digno dá-me um papel que eu traço

Em convívio da me só um mic e o espaço

Alivio todo nó que eu entrelaço

Escrevo nas estrelas como se fosse um signo

Eu sou digno dá-me um papel que eu traço

Em convívio da me só um mic e o espaço

Alivio todo nó que eu entrelaço

Escrevo nas estrelas como se fosse um signo