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[Letra de "Tupã"]


[Verso 1]

Só o tempo vai dizer o quanto nós sofremos

Pra você ver, uns morrendo, outros vivendo no proceder

Tem que ter para se viver

Se não tem, então tenta

Matança, droga, violência afeta toda comunidade

Batalha sangrenta

E os que sofrem racismo, preconceito vivem como podem

Mas na comunidade prevalece a humildade

Sempre levando a palavra de verdade

Através do rap, mostrando a nossa realidade

Periferia da cidade, aldeia

A vida mais parece uma teia

Que te prende, te isola

Não quero tua esmola nem a sua dó

Minha terra não é pó

Meu ouro é o barro, onde piso, onde planto

Que suja esse sapato quando vem na reserva fazer turismo

Pesquisar e tentar entender o porquê do suicídio

Acha que não tem nada a ver com isso

Mas, pelo contrário, eu te digo

Você é tão culpado como os que antes aqui chegaram

Mataram e expulsaram um índio da terra

Mas agora é guerra, mas agora é guerra


[Refrão]

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Nhandereko hetá omano

Pra defender nhandereko

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Nhandereko hetá omano

Pra defender nhandereko

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Pra defender nhandereko


[Verso 2]

Ape [?], awa revoltado

Ogueru rechuka [?]

Brô representar para defender

Hetá omaño esteja com Tupã

Onde quer que for, olhe por nós

Tenha fé, meu povo, que tudo irá mudar

Vamos buscar um novo mundo

Com nhandereko, será diferente

Estamos de pé graças a Deus, assim que é

Nunca estaremos a sós

Eu sei que lá de cima o Tupã está olhando por nós

O Tupã [?]

Pra defender [?]


[?]


[Refrão]

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Nhandereko hetá omano

Pra defender nhandereko

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Nhandereko hetá omano

Pra defender nhandereko

Xe ru, Tupã, aiko ne ndive

Pra defender nhandereko