Blindão

By Bonde da Stronda

Released on September 19, 2014

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[Letra de "Blindão" ft. LetoDie]


[Verso 1: Léo Stronda]

Eu tento fazer com que não me percebam aqui

A sombra no rosto que diz: "Não tente invadir"

Respiração ofegante, faço essa porra subir

Sinto o peso nas costas querendo me sucumbir

Insisto no ferro, no meu modo de agir

Cada dia que passa é mais um que eu quero sumir

Já se olhou no espelho e não conseguia se ver?

Pois é rotina de quem não teme morrer

Levanto e faço de novo com todo prazer

Já tive de tudo, eu sei, mesmo sem merecer

Dedico meu tempo somente pra mim

Sou um anjo gelado, caçador de querubim

Não estranhe se eu passar de cara amarrada

Não me dou bem com as pessoas e não faço fachada

Protagonizo um filme solo sobre o mal e o bem

Mas sempre de joelhos, orando também

[Refrão: Léo Stronda, LetoDie, ambos]

Blindão, blin-blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem, tem que ser blindão

Blindão, blin-blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem que ser blindão


[Verso 2: Léo Stronda]

Mais um mês acabando e o dinheiro indo junto

O aluguel apertando, mais um brinde com o mundo

Blindão, um gole, é o ferro, não corre

Não troco uma vadia nem por mil de ti

Tu conhece meu nome, e não minha verdade

Aparento um homem velho apesar da idade

Livros e halteres são minha companhia

Sexo e sais são minha alegria

Depois que corta, a porrada estanca

Eu não volto atrás, aprendi de criança

Não te dei intimidade muito menos a mão

Oh, faz o teu que o meu tá firmão

Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte

Não temerei o mal, então vai, tenta a sorte

Debaixo desse snapback eu vejo o mundo

Da minha maneira, esculpindo o futuro

[Refrão: Léo Stronda, LetoDie, ambos]

Blindão, blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem, tem que ser blindão

Blindão, blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem que ser blindão


[Verso 3: Léo Stronda]

Reprimo o pecado, mais uma vez

Olhe meu coração, vem ver o que que 'cê fez

Não sou sombrio, sou apenas fechado

Nunca tive amigos, nem fui um bom namorado

Pilhado glaucoma, pressão a mil

Destino traçado, animal trocando refil

Na rua andando, mulheres me olham esquisito

Eu não sei se é susto ou se tem algo de bonito

Se não fosse as piranha, eu nem 'tava aqui

Se não fosse a vontade deixar submergir

Meu sonho faz sentido na minha cabeça

Eu não entendo vocês, eu vim de outro planeta

Acordo atordoado, pensando na próxima dose

Vem junto o combo, o shot, um pigarro, uma tosse

Não perco o controle, tem tudo dentro de mim

Mas se eu estourar, meu parceiro, fodeu, será o fim


[Verso 4: LetoDie]

Oh, apenas o começo do tormento

Não entendem porque eu largo o osso sem medo

Nessa terra o chumbo é grosso, a opção é revidar

Tipo a hora do pesadelo, onde não dá pra acordar

A mente tá a mil, sinto-me vazio

Tornei-me mais frio, já que meu perfil nunca foi de ser sutil

Dentro do meu covil, o clima é hostil

Ir pra cima e meter o louco sempre foi do meu feitio

Mas não é pouco e sim sombrio, me fez proeminente

Entre anjos e demônios, guerra subconsciente

Um pandemônio na minha mente criou essa aberração

Talvez seja por isso que eu tô fora do padrão

Acreditar em fantasia não, sem pressupor

Quem foi moldado no rancor não quer ouvir falar de amor

Se a dor não me matou, me fez ficar mais forte

Me derrubar? Nem pensar, quer tentar? Vai na sorte

Fazer social, não, ajo com desdém

Pra vadia dar moral, não agrado ninguém

Também não sei fingir, mando se foder na lata

Não vem entrosar comigo, eu não sou seu psiquiatra

Penso a longo prazo, sem plateia ou troféu

Luto à surdina, essa é minha sina entre o Inferno e o Céu

E mesmo que tentem, eles não entendem o porquê de eu ser assim

Aí, pra me entender, tem que ser louco igual a mim

[Refrão: Léo Stronda, LetoDie, ambos]

Blindão, blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem, tem que ser blindão

Blindão, blindão, blindão, blindão

Blindão, blindão, blindão, tem que ser blindão