Released on October 29, 2023

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[Letra de "K2" ft. JEHU & SHAO KANE]


[Verso 1: BERITH]

A vida é bela mais perto do início

Por isso eu sempre revivo o começo

Já quebrei o tempo buscando um sentido

Por que nada disso me faz sentir inteiro?

Esboço de algo que eu não reconheço

Difícil é não ter tropeço

Tipo um fogo mantendo acesso

Lembrança de tudo que existiu aqui dentro

A tanto tempo eu não sei o que é tempo perdido e sem eixo, não sinto mais nada

Eu sei que eu tô longe de um bom recomeço

Ou de algum rumo certo nessa caminhada

Que é tipo retrato mais puro, eu me vejo

Sempre em busca de um último desejo

Tu fala que sabe o que passa aqui dentro

Mas como, se as vezes nem eu mesmo entendo?


[Verso 2: JEHU]

É nas planície dos pampa congelado

Caindo chuva e geada

Seguido, vigiado, espírito condenado

Passo ecoa no prado, espaço soa no alto

Sempre que eu solto o ar

Consigo vê a fumaça

Um dia tu é caça e no mesmo é almoço

O preço é salgado mas o gosto é insosso

Abutre comendo tutano do osso

Te distraiu, não sobrou nem caroço

Habitando esgoto a céu aberto

Mais do que inóspitavel

Nada daqui é certo

Quanto mais tu tenta olhar de perto

Mais que se torna claro

Nada daqui é vero

Jehu chegou no cúmulo

Tu acumula número

Eu acúmulo úmero

Tíbia e fêmur no túmulo

Suma de tudo é fúnebre

Sumir de tudo é o rumo

Consumindo todo mundo

Da superfície até o fundo


[Verso 3: SHAO KANE]

Tem vez que não tem graça

Dentro de mim um ódio que nunca passa

A geada cai do alto e pinta a vidraça

O coração congela

Com o frio que abraça

Muito difícil sobreviver aqui

Não desejo nem pro meu inimigo

Cair nessa vivência

Naturalmente nocivo

Nada substitui a experiência

Tô a vários anos tentando entender o que leva esses cara a fica tentando

Se tudo é sempre vazio

Nada leva pra cova

Tudo na terra, sempre aonde fica

Eu sou a porta pra tu ir pra cova

Tem dúvida? Então me testa não

Não aproxima o perigo trazido

É intacto em vão

Torra dia em cima de dia

Tando na contramão

Compreendendo o fim do princípio

Não tem novidade a vida

Começa e morre, vaidade

Não resta uma questão