IGNIS

By Beiro

Released on March 31, 2021

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[Letra de "IGNIS" ft. Maudito, UEST. & João Tamura]


[Verso 1: Maudito]

Boy tu estás feito

Isto vai dar merda num take

(És) Uma beca azeite

Tens jeitos de rapper, não és rapper de jeito

Manco se és fake e mato - touché

Cruzar linhas e nem é croché

Bulem em caixa e gabam cachê

E eu quero mais crachás, pôr nome a crescer

Cliché, não me vou queixar, para o lixo tou me a lixar

Nem com pixo vais subir ou marcar

Vim chichar cus, tu a cochichar

Estou com pica toda a abrir ‘que a dica é foda

Até que a guita chova e apanhe uma molha

Molhos de notas e rappers no bolso

Escolhes festas, eu gravo ao almoço

A fome é outra, não chеga larica

Ou morres na praia, avião Caparica

Vim vim matar o ringue todo

Ring ring para o menino d’ouro

Dizеm que eu vingo esse lixo, jogo

Limpinho virei rim fogo

Um gajo escreve tanto, troca tintas

Tu trincas tontas ou só tentas? burro

Vingas quantas? isso cheira a esturro

Levas fintas e na ventas? murros

A cena acontece, como se eu não contasse!

Sais do meu show em catarse

Man, eu já não penso "mas e se eu parasse?"

Vou bater cabeça até vê-la em cartazes

(Tass, qualquer parede eu desfaço)


[Verso 2: UEST]

Entra na rima não fujas

Se é pela vibe eu tou dentro

Caga nas rimas das fuscas, bro

Rima do teu andamento

Rima não é passatempo no tempo

Rima virou pátio pa ratos

Que mudam com o tempo

Pelo orçamento

E chamam sustento

Ao que eu ponho no prato

Olha o que fazem ao Rap

Putos andam a rimar sem critério yha

Perdem conceito no trap

Coda no sangue e nem sentes bro

Tão a fazer disto um wack show

Pegam no verso pa pô-lo no chão

Saco do saco onde tenho o meu flow

E tou pronto para pôr um ponto final nessa acção

Começa ação

Metem mais peta

Luxúria, ficção

Traz diz que disse

Eu não digo em vão

Que isto tá morto

Com essa visão

Já não me calam

Embalam no beat

Sucinto ao frito da pinha

E começa a minha manipulação

Palavra em palavra

De barra em barra

Não paro na farra

E parto a tasca

Fumo solto pela liberdade

Rap solto com diversidade

Rap vivo na nossa cidade

Porque Rap eu vivo essa é a verdade

Já tava no tempo

De a dizer a gente

Que bater no tempo não chega, bro

Há que dizer algo decente


[Verso 3: João Tamura]

(179, 1800)

Direto da Lisa

Tu, boy, Sintoniza: a caneta está tipo a do Fuse

Atenta a tenebra que induzo

Tu toma a minha letra como tema para estudo

Sou o Bane no The Pit, vilão maldito

Claro que assumo uma vida no escuro

Afogo a minha pena na tinta

E produzo um clássico que enterra cem rappers avulso

Acelera-me o pulso, besta e nervoso

Escrevo do tipo que nasci no Porto

B, desde os doze, meu grito é meu fosso

A purga das merdas que senti no corpo

A letra é para o gozo? Ataco o teu posto

Mano, na escrita ou és o xtinto ou estás morto

Rapper vaidoso? Perde o pescoço

Derramo o teu sangue para regar minha flores

Um clássico? É fácil

Louco e lunático: se eu subo com a morte, tu desces, ya?

Pós ano sabático, num ano distópico

A matar o Norte com o Uest cá

Caixa Cartão! Vai dar merda, ou não?

A tua é meta é só ter mais um hit do Verão?

Milhões agora, sem disco cá fora

Daqui a dois anos não te passam cartão…

Criado no bairro do Noscar, a cinco prédios acima do Tosta

É certo o retorno na aposta: Olivais a limpar aquele se encosta

E em cada beat do Beiro

Vim para mudar o conceito de underrated

E aqui cada tiro é certeiro… raiva na veia alimenta-me a seita

Dispenso o teu tempo e o teu contacto

Vens gabar cachet sem matar no concerto?

Declino esses termos

Não morro por bater e conheço quem mate por menos

Vim trazer invernos eternos, versos das torres, blocos, prédios

Alimentar Heads, todo o meus dread

Doentes que não querem remédios