Nômade

By Arte Interna

Released on August 29, 2015

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[Verso 1: 2K]

O pivete magrelo, o pé sem chinelo, sorriso amarelo

Teu rosto singelo não vale de nada se a alma não é mais guiada pelo coração

O moleque branquelo, desenha o castelo, com sol amarelo

Julgado na escola hoje é escutado com todo cuidado por todos irmãos

Refaço o passo

Caço traço que formam pontes

De que adianta ter fama se é fé que move montes

Vou ascender pra renascer a flor que habita em ti

O homem sábio só sabe que é sábio por saber que saber é sentir

E eu vi que

De nada vale sua visão

Se o que tu enxerga

Cega o olho que visa o pura o coração

Ser ingenuo não é ser do bem, quem

Taca pedra num jardim de flor

É o mesmo que colhe o que não tem

Amém

Como um Corcunda de Notre Dame

Imploro que ame

Viver num tatame contra quem?

Pra que? Só depende de você

Muitos acham que tem

Antes mesmo de ser...

Vai, embora com teu ego

Com teu ódio

O pódio só merece aqueles que man-tiveram a essência

Pra mim tu é prego, não nego, se faz de cego

Prega postura de 'pá' mas nos olhos não passa essência...

Nos olhos vaidade

Dos mano que emana a maldade

Não querem a verdade

Que a realidade não vive no ciclo que eles podem vê...

Tu se limita numa vida eterna

A arte é interna

Entenda que estar vivo é diferente de viver

Você, só reclama por falta de grana

Mas de fato quem ama não fica nessa de ver a quem

Bem, bem é a evolução do mau

Não é o oposto

Mas sinto que posso tudo que quero

Só de vê você sorrir...

Minha influência não é só um

Tudo de fato me completa

Para ser um MC...

Pois quem inveja não reconhece a luz própria, rá

É só questão de sentir

Tu só aprende quando se arrepende

Por isso vivi

E vi a vida como um nômade

Eliminando as frenesis

Pureza é genesis

Na alma de quem emite o bem

Pelo fato de ser


[Verso 2: Nahash]

Viajo de letra em letra em cima da batida

E enquanto minha mente aguentar, viajar vai ser minha vida

Só o que me limita é a tinta que tenho na minha caneta

As linhas do meu papel e os cadernos na gaveta

Minha mente nunca para, minha mente é viajante

São dilemas de um ser constantemente inconstante

E os caminhos trilhados pelas ondas de som

São os caminhos que te levam pra fora da Babylon

Bom, veja as coisas por um lado diferente

Uma mente estagnada nunca andará pra frente

Quem é cheio de certeza, certeza vai regredir

Quem não se permite mudar não se permite evoluir

Parado num só lugar, sempre na mesma esquina

Ignorância é um vírus que é foda, contamina

E ligar a TV na globo só enfraquece a firma

Essa letra é anticorpo, essa é minha vacina

Rap antibiótico pra não te deixar à mercê

Pra acabar com a vida que eles querem pra você

Não pense, não pergunte e se deixe coibir

Alienação, a gente se vê por aqui

(PLIM, PLIM)


[Verso 3: Victor Kush]

Não me prendo a coisas fúteis...

Desfruto do conhecimento

Fico no talento sem ligar pra esses inúteis...

Criatura ardilosa

Ando entre ruas e ruínas perigosas

Minha mente é geniosa

Minha alma ansiosa...

Sou nômade, codinome: O Viajante

Na vida iniciante, metamorfose constante

Artista e ambulante

E nesse instante eu me desloco

Espírito e matéria

Conhecimento é meu foco

Seguindo meu Insisto

Meu rap é um prato cheio pros famintos

Um tapa na cara dos ignorantes...

Minha arte é interna

Nômade, alcançando novos horizontes...


[2K]

(Minha alma nômade...)


[Outro]

Vive num mundo melhor...

Nas pirâmides de um faraó...


[Arte Interna]

(O mundo é nosso, Arte Interna)


[2K]

Pra num dizer que não falei das flores...