Conflitos

By Andy Benjamin

Released on August 16, 2024

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[Refrão]

Eu não sei donde é que venho

Eu não sei onde é que 'tou

Eu não sei o que é que tenho

E eu não sei p'onde é que vou


[Verso 1]

Eu mantenho empenho num desenho que apanhe tudo o que sou

Um estranho fora do rebanho em quem um medo se entranhou

De ser uma queda no banho, ou ter um fraco desempenho, ou nunca ter tamanho pa' chegar onde chegou

Quem еu quero que me acompanhе entre copos de champanhe enquanto eu penso no castanho dos olhos do meu avô


[Refrão]

Porque eu não sei donde é que venho

E eu não sei onde é que 'tou

E eu não sei o que é que tenho

E eu não sei p'onde é que vou


[Verso 2]

Sei que 'tá tudo diferente e eu não fico indiferente, tento levar tudo à frente mas a minha mente mente

E eu já não aguento o que o meu coração sente, palavras leva-as o vento e eu apenas lamento

Que no presente não estejas presente em mais nenhum momento

Estás ausente e tudo cinzento e eu nunca a 100%


[Refrão]

E eu não sei donde é que venho

E eu não sei onde é que 'tou

E eu não sei o que é que tenho

E eu não sei p'onde é que vou


[Verso 3]

Em ponto morto, não há reconforto pó' meu desconforto

Deu pó' torto, e eu nunca chego a bom porto nem a um porto

Seguro, puro, onde haja quem me assegure e me jure

Que o duro dum futuro escuro não é algo que dure e perdure

E me ature enquanto eu maturo até ficar maduro e encontrar o que eu procuro


[Refrão]

Porque eu não sei donde é que venho

E eu não sei onde é que 'tou

E eu não sei o que é que tenho

E eu não sei p'onde é que vou


[Bridge]

Mas eles não querem saber disso

Eles querem diss e diz que disse

Eles não querem mais um "E se..."

O que eles querem ouvir é que isso...


[Verso 4]

Nunca é taco a taco quando eu parto pó' ataque

Fica fraco o tique-taque, caem todos pó' buraco

Façam pausa, Kit-Kat, não tão prontos pó' embate

Ou então é xeque-mate, ficam fora de combate

Tudo aquilo que eu digo bate e em qualquer beat mato

Andam a foder o rap, comecem o celibato

Dizem ser filhos do rap, eu vi-vos num orfanato

À procura dum contrato, é o que for mais barato

Só querem saber do extrato

E nem importa o formato

Seja exato ou abstrato

Querem é rapar o prato

Tipo um rato mas eu trato ou maltrato-vos

Bom contacto, mau contacto, 'tão apaga a luz

Alfaiate, mais um fato, vou enterrá-los

Quando eu bato, eu abato, ninguém conduz

Espalhafato, aparato, escondem-se tipo avestruz

E saltam pó' anonimato, parecem cangurus

São levados pela onda enquanto eu cuspo marés

Não passam da primeira ronda, ficam pelos cafés

Eu sei que a bola é redonda mas nunca vos chega aos pés

E mesmo assim há quem responda com xutos e pontapés

A avaliar pela tendência vão cair em decadência, já ninguém tem paciência p'essa merda de cadência

P'essa merda de carência, de ausência da essência, é uma emergência se não têm audiência

Chamem assistência, a única transferência vai ser p'uma urgência, foram à falência

Veio a concorrência, mão na consciência, não dizem a verdade, então consequência

Alegoria da caverna, consomes o que te consome

A tentares passar a perna a quem te vai matar à fome

Aproveita enquanto consegues e puto, tu come e come

Que eu já 'tou como Holly e Gson então puto, tu some e some

Se não gostas há quem goste

E as tuas postas vão ao poste

E como apostas no low-cost

Don't call me if you get lost

Porque eu não faço parte, faço arte, no meu quarto

Onde me farto de escrever só pa' mostrar que 'tou à parte

Então para, pensa e parte antes que eu parta pa' cima

E partas desta pa' melhor só por causa duma rima