Impacto Total

By André do Rap

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[Letra de "Impacto Total" com André do Rap]


[Verso 1]

Sofrimento, dor e mágoa, um mundo cabuloso

André do Rap, um guerreiro, armado e perigoso

Linha de frente, porta-voz da periferia

Várias toneladas esmagando a covardia

Balaço, chumbo grosso, impacto total

Mente criminosa da legião do mal

R.A.P. no sangue, não simples embalo

Do submundo desconhecido, Vicente de Carvalho

Humilhado, sim, pelos esquemas do governo

Quando eu dei meu milho, eu cometi meu erro

Viajei, conheci a podridão do sistema

Humilhação pro ladrão, tirar uns dia é problema

Sistema cruel, implacável, bеm abominável

Engolindo as mente fraca, nada comparávеl

Tiradas, roubadinhas, palavra vale tiro

Respire e abre a boca, aperte o seu gatilho

Consequência de assistir o sistema que obriga

Por falta de opção, saída em outra vida

Lamentação, o cão

A imprensa diz "é o caos"

O crime se espalha e põe pânico total

Formaram esse ciclo, obrigaram nós a isso

Meu povo segue a luta e tá no prejuízo

O exemplo você vê, tá aí a olho nu

Desde Zumbi ao Carandiru

Braço gordo aqui não tem, a mente vai mais além

De um a dez, ao 4P, eu dou a nota cem

Ação terrorista, Brasil, outros quinhentos

Negro até os ossos, original, (?)

Dignidade, ladrão, humildade, morô?

Tô aqui, sem dar pancada, pra quem não acreditou

União tem a pampa, rajada, informação, precisão no fuzil

Tô na fita, sangue bom


[Verso 2]

E aí, guerreiro, chega aí pra somar

No som linha de frente do preto tipo A

A batalha é diária, não fique acuado

O som em ascensão, R.A.P. eu tô ligado

Simpatizante aqui não tem, muito menos madeireiro

Meu crime é real, tem no país inteiro

Não faço revólver ser artilheiro

Esquadrão Coban na luta por dinheiro

Vadiando em todo canto, eu se garanto

Lutando pra não ver os meus filhos em pranto

A fita não tem massagem, não tem maquiagem

Muito menos dublê, o sangue jorra de verdade

Os velórios, as rampas não são ficção

A ideia é quente, não tem caô, som de drão pra ladrão

Tá sinistro, essa é a base, põe pânico, intenção

O sistema fecha as portas do rap do ladrão

Tratamento vulnerável, como diz Facção

Cantor de rap nacional, artista ou não

Porra nenhuma, eu não tô nem aí, não me vendo por dinheiro

O preto aqui é guerreiro, não simples (?)

E se a(?) lombra paga pau pra vaquinha do centro

Que desfaz na cara dura e o preconceito vem de dentro

E aí, loki, se toca, ladrão

Olhe no espelho, não seja vacilão

Se tu conspira na preta linda da perifeira

Na picadilha dos boy quer fazer seu dia a dia

Procure se informar, se capacitar

Pra bater de frente com o sistema e abalar

Empresário vai tremer, vaquinha vai correr

Espaços serão dominados pela sigla 4P

4P é para o preto; o preto é para o povo

A rima então prossegue, meu som é perigoso

Critica a podridão, desmascara político

Não encobre o errado, é criticado por isso

Fala do meu povo, do nosso cotidiano

E aí, loki, tu não me compra

Pro meu rap, não tem pano

Sistema, cheguei, tô no ar

O som linha de frente dos preto tipo A


[Verso 3]

Revolucionário, devastador

A banca aqui é forte, é só guerreiro, morô?

Se tá calor, bota o terror

É pânico, intenção

Tire o sono do sistema, o rap do ladrão

Base suja como a pus, brilhante como a luz

Discípulos do mal, temedores a Jesus

Pro meu povo escutar, bater de frente e abalar

O som linha de frente do preto tipo A

O som que contagia, fala do dia a dia

Rap no sangue, a voz da periferia

O chão estremece, o crime fortalece

Irmão linha de frente, aí, Cabeça, cê merece

Incentiva nossa rima e nunca desanima

Um salve aos meus parceiros, nota 10 faxina

Então aqui vem 10 e é de coração

Aos manos que incentivam e apoiam na detenção

Em todo o sistema, lealdade é o lema

Essa é a mensagem do preto do Itapema

A rima então prossegue; segue e bota choque

Essa é nossa banca, respeitável, não tem loki

E, assim, a chapa esquenta, bate de frente e arrebenta

E os dias na tranca passam em câmera lenta

De sofredor pra sofredor, revolução no ar

E aí, Blecaute, tá na fita, vem pra firmar

É nóis, mil grau, os preto maloqueiro

Ter dignidade não se chama dinheiro

Viajando o sistema, eu sou Baixada Santista

André do Rap, aí, eu tô na fita

(?) de Itapevi, é só disposição

Mano, o crime chega, representa, ladrão

Pode acreditar, só mano sofredor

Guerreiro cabuloso, nossa rima firmou

Impacto total, aí, tô no ar

MRF chegou pra ficar

E é pra ficar, morô?