Intro do Junked

By Alex FULL

On Untitled EP

Released on September 14, 2017

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Part. I


[Produzido por Junked]


[Refrão: Alex FULL]

Cegos não me corrompem, nem

Se meu ego ecoar além

Pregos não pregam esse amém

Disso eu não viro refém


[Verso 2: Alex FULL]

Cegos não me corrompem, eu to isento

Cadê a construção do teu monumento?

Te entrego barras, pro teu orçamento

Tu, concreto? só se secar o cimento

Uh, tijolos eu empurro, segura esse murro

Te juro que eu pulo o muro, cuspo na cara do sujo

Cujo tenta me jogar no escuro

Poucos sobram, porcos infestam a colheita desse século

Composto por incômodos, acômodo

Raro é o trigo, só se colhe o joio

Noite após noite, tive retorno

Minha cabeça martelava e eu não pregava o olho

Mas cada bloco ainda é um conto

E a pirâmide se mantém no jogo

Rap, o alicerce, a história se exerce

Exercito um exército de êxitos

Não hesita, moleque, agita, ou desce

Escolhe, diáspora ou êxodo


[Ponte]

Êxito no êxodo, veja o que resultou, eh!

Veja aonde que eu tô, e veja se eu trouxe complô, eh!


[Verso 3: Alex FULL]

Sem louvor, só o presente e a perdição

Minha maldição é ter a noção de ponderação

Eles glorificam essa visão de luta, convicção

Sem insulfilme no convívio, só filme de ficção

Tanto eco no ego desses prego, que agonize o cego

Que mal sabe o que carrego

É eco, não jogue sujeira no córrego

Onde sempre escorrego

Ver o coelho não mais parelho

Ver no espelho o que eu sou

Ter um conselho pra si próprio

Ou um aparelho pra quem cansou

É o esgoto do meu próprio desgosto

Se eu me esgoto, assino o meu fosso

Não quero ser como fósseis, é osso

Só se lembrarem quando tu tá morto

Sou só um passageiro em constante análise

Jamais abale-se, afaste-se do que te cede o sepo

As paradas me deixam confuso até a base - mas

Não sou complacente, percebo o placebo


[Refrão]

Cegos não me corrompem, nem

Se meu ego ecoar além

Pregos não pregam esse amém

Disso eu não viro refém

Part. II


[Produzido por Junked]


[Verso 1: Alex FULL]

Fé com etiqueta de preço, de forma pagã

Pago minhas contas e sigo

Mentiras te deixam em débito, eles dão crédito

À isso, eu não acredito

Meus dias vem e vão, vago em vigia

Na procura de vagas em pessoas vazias

Varria vadias das vias que escoavam à mim com pressa

Doses de vacinas, escovava-me, punha compressas

Não sara a anomalia, a silhueta anônima lia a prece

Fervia a epiderme, meu cerne urgia melhorias

(Passavam-se horas e ora, nada se via)

A rocha pro Kal-El, o Élder que age igual Biaggi pra Sansões

A tocha pro Shell-der, ágil igual Myagi pra cumprir sanções

Sou pedra pra Golias, calcanhar pra Aquiles

Cronos não me engoliria, quero a morte pra aqueles

Sujeiras abaixo do tapete, ego em topetes

Aguento pet's se achando animal, mas tu mal compete

Me cobrar não consegue, eu cobro igual Petkovic, vish

Vim pra ser Canis Majoris, com videoclipes em Cannes

No comando igual Majores, no cume dos Alpes, sou Kannis


[Ponte + Sample]


[Verso 2: Alex FULL]

Vim pra ser Canis Majoris, com videoclipes oficiais

Estrelando em Cannes

No game autoritários como Majores, solucionando

Pormenores com a fúria de mil Kannis

É muita marijuana, fome à fama

Que não provém de um ramadã

Seco igual uma Iguana, na luta de Lohana

Uma presa na Savana, presa no Nirvana

Não se engana, tu num é Shiva nem Brahma

Tu quer coma ou uma cama em Roma? Ei

Tu quer soro pela surra ou uma Brahma? Ei

Tu quer furto, surto, ou luxo com a dama?

Tu quer teu supra sumo? Então suma ou soma! Ei!

Tu quer teu supra sumo? Então suma ou soma! Ei!


[Outro]