Released on September 10, 2013

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[Refrão: Aláfia]

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar


[Verso 1: Eduardo Brechó]

É preciso num estalo está-lo

Dispara o último cavalo

No páreo passa o ordinário momento do embalo

Punga apunhala o otário

O tempo sem punga escorre no ralo

Arapuca pro cuco

Abala o badalo

O tempo de punga tá sempre no horário

Gira ao contrário o ponteiro

E o atrasa lado separa

Um pedaço do seu dinheiro

Pro bolso do Bolsonaro

E o proletário cabreiro

Que corre pra que não encare o cara

Dentro do armário

Não vai dormir no barulho

Nem engolir salafrário

Se vai valer seu orgulho

Punga te espera no atalho


[Refrão: Aláfia]

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar

Em Punga


[Verso 2: Jairo Pereira]

Corre corre um disparo é a lei

Se soubesse o que eu sei

Nao estaria tão tranquilo assim

É o fim

Na quebrada o que há

Maldade no olhar

Na guerra não custa ligar

Xá pra lá

Fala fala Aláfia sem parar pra entrar na caxola e ficar

Não anotou? Quem conspirou?

Quem atirou? Quem vacilou?

Na pujança em punga na militância

Quem define definha sem elegância

Os pé de pato conspira a maldade é mato

Se soubesse o que eu sei não tinha perguntado

Eis o fato:

Estado de alerta programado

A poli-position possível ser pacato

Inapto, o desconhecido é assim:

Falam, falam do meu nome mas não olham pra mim

To de boa tranquilo em punga lombrado

Na fúria de qualquer espreito abastado

Se soubesse o que eu sei não estaria assim

Reconheça o início e esqueça o fim


[Refrão: Aláfia]

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar

Só quem funga no faro

O cheiro raro da hora h que tá

Em punga

Quem resmunga pra dar o fora

É claro, demora a se adaptar

Em Punga


[Verso 3: Raphão Alaafin]

Ei Brechó, sem B.O. na Z.O. vamo aí

Sem fugir, não durmri e vão me ouvir aqui

Num é paia, nóis vamo sem faia

Se o plano é da rabiola então nóis plana as raia

Allafin ,Aláfia, a grafia nas ráfia

Nas latitude longitude das quebrada, Máfia

Eu dou play e o Issac Hayes me ouve

Sou Black Moses e pra cortar os males da mente me trouxe

Ouve: penso torto bato asas e voo

O rap num é aeroporto e me serviu de pouso

Nove porcento, dom

Oitenta e nove, esforço

E dois porcento de sorte, meu bom

A vida é um esboço


[Verso 4: Lurdez da Luz]

Molenga só no molejo

E nem quero tudo que eu vejo

Quero só o que desejo

E punga me leva pra onde eu almejo

Quem mexeu no meu queijo

Nem vem ao caso

Encher linguiça é pior que ser raso

Tudo tem prazo não deixa vencer

Antes de fazer vingar

É a lança certeira das suas léguas

Ponta da língua, não a mironga

Num esquenta a moringa

Ma,s se num ta em punga, mingua

A hora ginga, ce ta na pinga

Enquanto ce xinga ou ta de delonga

Limpando merda

Pegando em bomba

Mas na h, punga te gonga


[Gancho: Lurdez da Luz]

Vem com a gente nesse tum-tum-jacatunga

Aqui só tem real nada de songamonga

Aláfia Máfia é assim sem lenga lenga

Em punga feito Zumbi e Ganga Zumba

Beat bate pesado pique El Kabong

No bang não bangue e é sem bangue-bangue

Aqui é na bolinha, fio, é pingue-pongue

É banca é bando é banda mas também é gang

Vem com a gente nesse tum-tum-jacatunga

Aqui só tem real nada de songamonga

Aláfia Máfia é assim sem lenga lenga

Em punga feito Zumbi e Ganga Zumba

Beat bate pesado pique El Kabong

No bang não bangue e é sem bangue-bangue

Aqui é na bolinha, fio, é pingue-pongue

Pingue-pongue pingue-pongue