Favela Vive

By ADL

On Favela Vive

Released on September 20, 2016

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[Letra de "Favela Vive" ft. Raillow, Froid & Sant]


[Verso 1: DK]

Terror da bola na escola, o causador das confusão

Inteligente, problemático, o melhor na redação

Largou o estudo atraído por maconha e pichação

Pra fazer arte misturava tinta e destruição

Todo ano é igual e todos querem tênis novo no Natal

Bom favelado, ansioso, na espera do Carnaval

Cidinho e Doca era mil grau, baile funk era o lazer

Com a melhor roupa que nós tinha, beijando novinhas na matinê

Os menor da ponte brincando de Colt, eu sempre no meio de todo o caô

Pequeno abusado andava com malandro que trocava em baile de corredor

Era só um menor do morro, achando que sabe de tudo

Arrastando Kenner, todo de Cyclone, na época a moda era andar de veludo

Quando eu vi os Opala com a roda cromada, as mala' fechada no alto-falante

Muita cachaça e todas as safada' perdendo a calcinha só pra traficante

Botei a cara já sabendo que a chance era era uma em cem

Porque a vida que nós leva' é a vida que nós tem'


[Verso 2: Sant]

Sociedade, entenda: o problema é essencial

E se ninguém vai ser do bem, bom, tentemos ser menos maus

É igual "Miséria", do Inquérito, bem-vindo à América

Busca na semi-automática, sãovi periférica

Quem soltou os cães? Agora não tem ração certa

Vazio abraça com seis braço, é o diabão que aperta

Assombração, até saber o que as sombras são

Elis, eles não são mais como os pais

Quanto suor e sangue constroem novos "Brasis"

Oito mil dias na Terra e ainda não encontrei razão (Eu também)

Nem todo sorriso é feliz, nem todo choro é triste

Nem toda saudade é má, nem toda fé persiste

Já faz um tempo que eu não oro, todo dia eu choro

E o silêncio do lado bom não garante que ele não existe (Jamais)

Não acreditaram em quem somos, creditaram onde estamos

Temos de vencer e por isso que lutamos

É, muito se esquece, mas nem tudo se releva

Porque a vida que nós tem é a vida que nos leva ao caos

Adaptemo-nos, a paz tão relativa já não mais inspira a nós

Aqui embaixo (Aqui embaixo) quase não há luz em como somos

De fato, o mundo é um lugar que nunca fomos


[Verso 3: Raillow]

E até se você aparecer pintada de ouro na minha frente

Eu te vendo na próxima esquina

A rua ensina: coração gelado, abre os olhos, a Bíblia

Se a palavra valer, acredita, verdade alfa

E eu vendi minha alma

Pras minhas razões, minhas doutrina', minhas cláusulas

Confere, Rafa, vai ser tudo ou nada

Aí, se fechar a boca, o peito fala

Responsa pro cenário do tipo se nós morrer, o Froid salva

Fechou? Eu de novo no mesmo erro

Então vamo' lá, se politizar é muito mais que só xingar o governo

Pátria no peito, verde e amarela do avesso

Escuta sua voz, eu sei de todos os seus segredos

E as crianças foram brincar de viver, mas viver tinha um preço

Os pais tentaram salvar na família, problemas com a rua, economia do avesso

Discussões pela cidade, eu tô sóbrio demais pra isso

E ofereci o mundo, ela falou: "não deixo"

Eu queria tudo e eu sempre lutei por tudo que eu tenho

E eu fazendo do mundo um inferno de gelo

Os anjos me falaram pra eu fazer o que eu quiser

As paredes escutam e a verdade é só o começo

O povo não luta, opressão é com o gueto

No meio da selva, outra cena, outra rua e o memo suspeito

Olimpíadas é pra quem, parceiro?

Se as escolas não incentivam o esporte e o respeito do branco ou preto


[Verso 4: Froid]

Compra da Colômbia pra comprar cordão de ouro

Medalha de honra por matar o fi' dos outro'

E eu sou filho único, tô com a minha mãe na estrada

Responsa pra esses músico do tipo: se eu morrer, minha mãe me mata

Em BSB, meus amigo tão chateado

Porque eu nunca tinha andado assim tão prateado

Quero dizer que não é assim tão mastigado

Ma' p'as ideia que vão mudar o mundo tem espaço

Café do Dunkin' Donuts, feliz como um McLanche do McDonald's

Assisto o Donald Trump, mas odeio o Donald Trump

Também não leio Hamlet, nem Shakespeare, pô, eu tive infância

Registra lá a ocorrência

Se você ver a vizinha ligando a polícia, liga na ambulância

Camaleão adaptado à fluência

Escrevo outra letra no caminhão de mudança


[Verso 5: Lord]

Favela ainda vive mediante ao crime

Onde se nasce menor sem pai, se for morto: aonde cai?

Se crescer: pra onde vai? Vai saber

Sem comer pra não ficar, menor, fica terrible

Os cara só porta lançamento, porta os armamento

Mizunão de mil real no pé

Morrem num combate violento, um filme sangrento

Que o vilão você sabe quem é

Não é pobre, estuda fora, se mata de droga

Faculdade paga, uísque na beira da orla, nunca andou na sola

Nunca brigou por espaço de fora

Nunca ficou na mira da pistola da vida ou da .40 dos cana

Não aprende a lição que diz pra não ser só playboy do Veloster

Pra ser, pra não só ter, aprender, ter caráter

E saber que o pó que cheiras financia Berettas e munições

Que faz pretinho de peneira, transforma heróis em vilões

Seu ritmo frenético, vodca e sintético

Manda lotar Dalilas ao redor

O coro tá comendo na night, o bonde tá passando no baile

Favela vive!