Released on November 13, 2020

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[Verso 1: adieu]

Cliques e flashes, luzes esfumaçadas

Trocando poucas ideia, julgando cada palavra

Mano, é muita conversa e todo papo é barato

Não vou entrar nessa fila nem vou subir nesse palco

Não quer pular na minha mira?

Repete sempre a mesma linha

Vendo tudo por trás do vidro

Vitrines, sempre do mais caro

Bolando o seu beck barato

Martelando o mesmo prego

Mito de Sísifo chapado

Fala que é nóis

Mas cê não me engana

Radar de entrosa já tá apitando faz mais de semana

Fala que é nóis

Mano eu já cansei

Não dava espaço tão fácil

Agora não faz o que еu faço

Agora cê olha pra cima que eu to descеndo do espaço

Fogo, fogo, estilhaço

Fogo, fogo, estilhaço

Morro, morro, eu me mato

Volto, volto, eu te mato

Tipo, nem é nada pessoal

Cena, cena, cena

Só fazem teatro em tempo integral

Que pena que cês confunde Twitter com a vida real

Mano eu vou passar mal


[Ponte: adieu]

Mano sério eu não tô legal

Juro, não tô com hype

Nem me fala de game

Que eu tô cansado de type beat

E do LSD nos seus kit

Meu SSD transbordando hit

Investindo na minha mente

Roubando brisa, me chame de Nietzsche


[Verso 2: Ardlez]

Sabe que falador passa mal

Me pergunta o óbvio, tô normal

Tudo bem, eu já falhei, e não olhei mais pra trás

Eu não vou mais voltar, eu não vou mais tentar

Nessa de passar pano os meus não vão escorrega, ya

Esses manos achando que eu não sei o que eu sei

Esquecem que nessa porra eu que me criei

Eu não tenho tempo pra perder

Pega o seu ice e faz o gelo derreter

No meu copo tudo roda, no concreto é quebrado

“Para de me censurar porra!”... e essa volta é piada

Tudo isso no remoto, e a vida é uma fachada

Eu não vejo mais futuro, e eu não penso em mais nada

Sem você do meu lado, sem você no asfalto

Sem nois correndo junto, essa porra não é nada

Essa porra não é nada, eu já não vejo um futuro

Minha mente tá levada e tudo isso é inseguro


[Ponte: Ardlez]

Todos meus mano no jogo

Todos meus manos no topo

Todos meus mano no jogo

Todos meus manos no topo

Todos meus mano no jogo

Todos meus manos no topo, ya

Todos meus manos no topo

Sabe que caí de novo


[Verso 3: Ardlez]

Sabe que caí de novo

Tava na roda, eu tenho um terceiro olho

Sabe que eu miro e escuto

Saí do jogo, eu mato no jogo

Mas me matei

Sabe que prefiro o escuro

Vida tão curta mas eu nunca me vendei

Sabe que dessa vez eu não vou pagar pra ver, não

Acredito que essa visão é de outra dimensão

Esqueço que eu volto mas eu tava na contramão

Esses manos derretendo a minha mente em vão

Eu perco tempo, eu perco


[Verso 4: adieu]

Penso tudo, perco tempo

Digo nada, passa o tempo

Feri tanto, ferimento

Perco sangue: pesadelo

Pesa tanto o pensamento

Cê pensa que eu não me cortei

Vidro, vidro, vidro: eu quebrei

Espelho, espelho, espelho

Nesses cacos me encontrei

Nesses cacos me matei


[Outro: adieu]

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Tava na roda, eu tenho um terceiro olho

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo

Sabe que eu caio de novo