Louvando copos
Como se fosse minha ultima esperança
Levando corpos pra minha cama
Auto mutilação
Escorrendo por centenas de dedos a cada quinzena do mês
Afogados na fluidez
Segura o sono que a lombra bate
Não adianta me pedir de novo
Iluminado pelo brilho da rejeição
Se não tenho teu numero, ja esqueci teu nome
Bate na minha porta dizendo que me quer
E pelas teclas ja deseja outro
Nunca é pela sensação
É o desejo de uso
Me torno superfluo
E ainda me chama de escroto
Cordões umbilicais ainda ditam as ações
Filho de chocadeira do século XXI
Criança indigo perdida na geração z
Compro a droga que eu mesmo passo
Insights como tourette
Eles se ofendem
Violencia gratuita é o que mais vende
Pagando pra assistir a propria morte
Enquanto as ilusões massageiam os pés
Me perdi entre teus fios
Entre os filmes com lições de moral
Moleques Gummo quebrando os caninos
Opioides com gosto infancia
Fingi tanto não sentir dor
Que hoje to dormente
Pondo os dois pés na areia
Tentando curar ressaca
Rejeitado por morfeu
O sono é dos justos
Correndo pelo perdão
Pulando todas etapas
Ja que meu amor é teu
Então estamos juntos
Estamos quites
Estamos vivos
Fazendo juras
Engolindo seco
Ouvindo as cores que compoem tua aura
Despertando coberto de ausencia
Redescobrindo o vazio que rege minha alma
Diário como o tropeço nessas calçadas
Colisões entre universos
Mergulhos de sacadas
Apneia em garrafas de alcool
Buscas por palha em agulheiros
Aterrisagem na lua entre quatros paredes
Misantropia ao chegar em orbita
Disparos de olhares infravermelhos
Absorve-se radioatividade
Só queria me perder na curvas que meus olhos faziam nas curvas do teu corpo
Nos tornamos paradoxais(x8)