Released on March 25, 2016

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[1° Verso: Bull]

Grandes Homo Sapiens se reúnam em conjunto

É um breve parecer, vou direto ao assunto

Tentam me acabar mas vocês se acabam junto

E quando eu ficar doente vocês já serão defuntos

Á caminho do escuro vocês vivem alienados

Sonham com um futuro que não será alcançado

Com a ambição de povoar todo santo metro quadrado

Não que eu esteja preocupado, o de vocês está guardado


[Interlúdio]

Esse aquecimento global não foi produzido pelo homem

O Homem não tem absolutamente nada a ver com isso

O CO2 não controla o clima local...


[2° Verso: Bull]

Cala boca, to sеm paciência pra sua ciência

Sua deficiência não é no corpo e sim na consciência

Sua ignorância só não é maior do que a distância

Quе tomam pra ver os erros que cometem em abundância

Vai se achando o tal, vai, acha que é legal

Que é o centro universal, se sente superior

O teu diferencial vai ver que é letal

Vão se afundar no caos com o polegar opositor

"Cérebro desenvolvido" pensamento atrevido

Que adianta ter cabeça se não dá o uso devido?

"Cérebro desenvolvido" afirmação atrevida

Cada morte de um ser vivo é um dia a menos em suas vidas


[Interlúdio]

- Vocês tão bobeando

- Vocês tão brincando com a vida...

- Com a própria vida


[3° Verso: Bull]

Sempre proporcionei equilíbrio e vida farta

Sempre fiquei quieto, agora é eu que dou as cartas

Esse é um desabafo de quem aguenta um ser cretino

To aqui hà muito tempo e num momento repentino

Vi crescer esse ser que chegou num belo dia

No início até achei interessante o que fazia

Fogo com pedras, grupos bem organizados

Suas histórias e sentimentos em cavernas desenhado

Foi crescendo a quantidade dessa especie evoluída

Se empolgando a cada descoberta nova adquirida

Foi se revelando a cada geração que vinha

Se alastrando e contraindo vícios, saindo da linha

Hoje se acha superior que as espécies ao seu entorno

E põe a culpa no universo se o clima fica um forno

Se desesperam quando eu mando um aviso

Falam que os furacões e as enchentes dão prejuízo

Mas quem fala em prejuizo muito já predicou

E o ser humano então começa a colher o que plantou

Ae sujou, moscou, receba o que cativa

A MAMA ACORDOU E VAI DEIXÁ-LOS À DERIVA


[4° Verso: Bull]

Vão morrer de sede ilhados pelas águas poluídas

Dias quentes insuportáveis noites frias mau dormidas

Transgênicos, microondas, agrotóxicos na comida

Vão sofrer com as doenças e me implorar por VIDA

Controle de natalidade acham que é frescura

Quer aproveitar a idade enquanto a _ tiver dura

Muitos filhos, ter fartura e luxúria te enobrece

E o esgoto in-natura vai pro rio que te abastece

Quero ver respirar com a flora toda exterminada

Quero ver se alimentar se toda a fauna for caçada

Nas calçadas de concreto e atmosfera degradada

QUERO VER COMER DINHEIRO QUANDO NÃO SOBRAR MAIS NADA!!


[Outro]

- vocês são parasitas detonando o hospedeiro

- vão patrocinando o próprio caos com o seu falso dinheiro

- com sua obcessão por um consumo inconsciente

- Esse egoísmo de querer sempre mais do que precisa realmente

- vocês nem se dão conta, não estão vendo

- estão muito ocupados, mas a avalanche vai crescendo

- voces esquecem que quem não se adapta aqui é eliminado

- sempre foi assim, essa é a lei que aqui tem reinado

- EU, A MÃE TERRA, CONTINUAREI

- COM OU SEM A PRESENÇA DE VOCÊS!